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domingo, 17 de abril de 2011

O descanso.

Até ao próximo dia 25 estarei com a actividade focada para umas férias. A HAPE regressa depois da Páscoa.
Esta semana é natural que a actividade do blogue fique um pouco condicionada.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Uma obra marcante e com final feliz.

Na minha experiência profissional ligada aos elevadores algumas vezes tive a sorte de ter tido a liberdade para constituir as equipas que comigo trabalhavam.
Uma das minhas principais missões quando fui convidado a assumir a responsabilidade da minha antiga empresa na Madeira, foi criar na região uma equipa que fosse capaz de encarar qualquer obra de elevadores com autonomia máxima em relação ao continente.
Cerca de dois anos após de ter começado esse trabalho, a equipa da Madeira sofreu a sua primeira grande prova de fogo. À nossa frente estava a construção de um grande hotel em que teríamos de montar mais de uma dúzia de equipamentos.
Todo o trabalho de logística, supervisão, montagem, afinação e certificação dos equipamentos iriam ser feitos directamente por esta jovem equipa, e o que estava em questão era a montagem de 8 elevadores topo de gama e com tecnologia completamente nova para esses técnicos.
Com o calendário muito apertado, mas com profissionalismo que lhe era reconhecido, a equipa fez o seu trabalho ao nível da excelência, mas no último dia ainda muitos trabalhos estavam a ser concluídos. Às cinco da manhã do dia da inauguração ainda dezenas de pessoas trabalhavam a ultimar acabamentos e a resolver problemas de coisas como electricidade, água, ar condicionado, e também de elevadores.
A inauguração estava marcada para o final do dia, e a meio da manhã pude reunir a equipa e dizer-lhes que considerava o trabalho terminado e que podiam finalmente descansar. Ficaria no hotel apenas uma pequena equipa de 3 elementos que teria como missão a garantia de que não haveria surpresas durante a inauguração e primeiras horas de funcionamento.
A meio da tarde regresso ao hotel para acompanhar a inauguração e de imediato sou avisado que os dois principais elevadores do hotel se recusavam a trabalhar, e que tudo já tinha sido tentado sem qualquer resultado aparente. Estava previsto que a visita ao hotel por parte das entidades convidadas se daria exactamente por esses elevadores e, a pouco mais de duas horas desse momento, poucas alternativas se poderiam criar.
O chefe da minha equipa e o chefe da montagem estavam desesperados a tentar tudo o que lhes parecia possível para resolver a avaria, mas o sucesso estava muito longe de ser alcançado.
Sabia que aqueles dois homens eram as pessoas mais capazes na Madeira para colocar em marcha os elevadores, e naquele momento resolvi que iria confiar cegamente nas suas capacidades. Disse-lhes isso e que as 19,00 horas eram o tempo limite para o problema estar resolvido, mas que no caso de tal não ser possível eu pessoalmente estaria no hall principal do hotel e transmitiria isso ao cliente a tempo de evitar que o botão de chamada do elevador fosse pressionado.
Este modelo de equipamento indica um X no “display” de patamar quando o elevador está fora de serviço. Era esse X que cismava em não desaparecer da minha vista.
Plantado ao lado dos elevadores ia vendo chegar os convidados para a festa e continuava a ver o malvado X bem à vista de toda a gente.
Por fim chega o Dr. Alberto João Jardim, presidente do governo regional, que se dirige ao nosso cliente e iniciam em conjunto os cumprimentos a outras entidades presentes e a visita ao hotel. Nesse momento, quando eu já estava prestes a atirar a toalha ao chão e avisar o cliente que não ia puder usar aqueles elevadores naquele dia, chega-me a informação que a avaria poderia estar prestes a ficar solucionada. Resolvi arriscar mais um pouco.
De repente vejo a comitiva a aproximar-se na minha direcção e percebi que era o momento em que os elevadores teriam de funcionar. Completamente destroçado avanço na direcção do nosso cliente para lhe transmitir a má notícia. Ele olha para mim e estende-me a mão para me cumprimentar, o Dr. Alberto João Jardim faz mecanicamente o mesmo gesto ao mesmo tempo que eu espreito pela última vez o “display” dos elevadores. O X tinha desaparecido. Eu nem queria acreditar. Eles tinham conseguido!
Dei os parabéns e desejei felicidades ao cliente, saí da frente e desejei-lhes uma boa viagem nos elevadores. E a viagem foi perfeita.
Daí para a frente chefiei muitas obras de grande dimensão. Algumas tiveram situações caricatas que ficam na memória de quem as viveu, outras (a grande maioria) decorreram com tanto profissionalismo que quase não deixam memórias. Planear as obras com muito cuidado é o que define os grandes profissionais. Felizmente sempre consegui chefiar equipas assim.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Acessibilidade é a principal função do elevador.

Melhorar a acessibilidade dentro de um edifício é a principal função para a qual se instalam elevadores em edifícios.
Mas nem sempre o conceito de acessibilidade teve o mesmo alcance que se veio a reconhecer ao longo dos anos. Sem querer fazer uma longa divagação, interessa-me focar os conceitos que vieram a ser desenvolvidos no sentido de permitir que toda a gente possa usufruir de uma forma autónoma e confortável de total mobilidade dentro de um edifício.
A primeira grande imposição foi a obrigatoriedade dos edifícios serem dotados de elevadores. Só isso já veio permitir que a qualidade de vida dos utilizadores dos edifícios fosse melhorada de uma forma significativa.
Depois começaram a ser padronizadas certas especificações de maneira a que a utilização de elevadores por parte de pessoas com dificuldades de mobilização pudesse ser mais fácil. Coisas simples como colocar as botoneiras a uma determinada altura, com luz, com relevo ou Braille, etc. vieram tornar-se situações quase universais.
Por fim entrou-se no campo de pormenores muito mais subtis e interessantes. A colocação de mensagens de voz dentro das cabinas, e que tantos utilizadores sem deficiência consideram irritantes e desnecessárias, tornaram as viagens dos invisuais nesses equipamentos muito mais autónomas e simples.
Fico profundamente admirado e chocado pela quantidade de vezes em que sou confrontado com situações em que durante a fase de projecto e definição de produto a instalar as pessoas que têm de decidir os elevadores a montar num determinado edifício levantam objecções, ou desprezam por completo, à escolha de equipamentos que salvaguardam a mobilidade e acessibilidade de toda a gente.
Mais me incomoda quando a favor da decoração e do cómodo, se criam verdadeiras barreiras para as pessoas que possuem dificuldades de mobilização. Em edifícios públicos, zonas que por legislação terão de estar desimpedidas são frequentemente ocupadas por vasos de flores, mesinhas e sofás que tornam o acesso aos elevadores um perfeito inferno para algumas pessoas.
Uma vez (não foi só uma, mas enfim...) fui chamado a um hotel em que o proprietário queria que eu mandasse desligar os “gong” de sinalização de chegada ao piso dos elevadores, porque alegadamente esse ruído prejudicava o sono dos seus hóspedes. Expliquei que esse som era fundamental para indicar aos invisuais a chegada ao piso do elevador, e que apenas dessa forma essa pessoa poderia saber qual dos elevadores (tratava-se de uma bateria duplex) estava a abrir a porta.
Apesar de nunca ter pensado nisso o senhor mantinha-se reticente em manter os “gongs” ligados. No entanto aceitou fazer a experiência comigo de tentar apanhar um elevador de olhos fechados. A experiência foi de tal forma emotiva que quando terminamos já não se falava em desligar nada. Aliás o que mais o surpreendeu foi perceber que os seus elevadores faziam sons diferentes quando a cabina estava a subir ou a descer, permitindo ao invisual se era naquele sentido de marcha que pretendia embarcar.
Chamou quatro ou cinco funcionários do hotel para lhes mostrar aquilo que ele nunca tinha reparado, e passou a ser ele a explicar-lhes os significados dos diferentes toques do “gong”. Nenhum dos empregados tinha reparado em tal coisa, o que por sinal acontece com a grande maioria daqueles que por felicidade não têm de se valer desses pormenores.
Quando estiver a pensar instalar um elevador e necessitar de quem o ajude a definir o produto, porque não nos consulta.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Contrato completo em período de garantia?

Muitos proprietários de elevadores fazem alguma confusão quando se lhes fala de um contrato completo para um elevador que foi acabado de montar, e que por isso está dentro da garantia.
Mas na realidade uma coisa não tem qualquer relação com a outra.
Os elevadores estão incluídos nos equipamentos que têm dois anos de garantia de fabrico, e como tal o fabricante (e não o instalador ou a empresa de manutenção) têm de cumprir esse requisito em relação a defeitos de fabrico verificados nos seus componentes.
Na sua génese os contratos de manutenção completa prevêem a substituição dos componentes que deixem de cumprir a sua funcionalidade por desgaste.
As empresas de manutenção quando fazem o cálculo para a apresentação de um contrato de manutenção completa têm em conta a idade do equipamento, as suas características técnicas, o tipo de utilização do edifício, etc. Apenas na posse desses dados o orçamento pode ser consciente e justo. Nem sempre isso acontece e algumas EMA limitam-se a “atirar” um valor que permite estar mais ou menos dentro do intervalo aceitável. Quando actuam de uma forma séria sabem que umas vezes ganham e noutras perdem.
Vou dar o exemplo de apenas um componente. Os roletos das portas automáticas. Trata-se das “rodinhas” em que assentam as portas durante a sua abertura e fecho. Os fabricantes atribuem uma vida útil a esse componente de cerca de dois anos, no caso dos mesmos terem uma utilização padrão.
Como qualquer pessoa pode compreender a porta do principal piso de acesso ao edifício tem um número de movimentos várias vezes superior ao das outras portas, e como tal o desgaste dos roletos manifesta-se muito mais cedo nessa porta. Ainda mais quando se trata de elevadores instalados em prédios de habitação altos, ou em prédios com utilização de serviços e comércio.
Isto tudo para dizer que os roletos são um dos componentes que muitas vezes necessitam de ser substituídos por desgaste ainda dentro do período da garantia.
Os contratos de manutenção completa devem ser vistos pelos proprietários dos elevadores essencialmente como ferramentas de gestão que permitem um controlo perfeito sobre os orçamentos dos edifícios. Como num seguro contra todos os riscos que se faz para um automóvel, existe a possibilidade de se vir a verificar ao fim de uns anos que o mesmo não teve qualquer vantagem económica ou, que pelo contrário, foi o melhor investimento que se podia ter feito.
Se tiver dúvidas sobre que contrato assinar, porque não faz uma consulta à HAPE. Existimos para o ajudar a tomar as melhores decisões no mundo dos elevadores.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Encurtar cabos. O que é?

Alguns proprietários de elevadores são por vezes confrontados com orçamentos da sua EMA no sentido de se proceder ao encurtamento de cabos.
Mas afinal que cabos são esses, porque se têm de encurtar, e que consequências existem se isso não for feito?
A grande maioria dos elevadores instalados tem o movimento da sua cabina condicionado a um mecanismo que possui um contrapeso de compensação do peso de cabina. Quer isto dizer que sempre que a cabina faz um movimento ascendente esse contrapeso desloca-se para baixo, e quando a cabina faz um movimento descendente ele sobe.
A ligar a cabina e o contrapeso estão, normalmente, cabos de aço em número e espessura que varia com a carga do elevador, tipo de máquina instalada, etc, etc. Quer isto dizer que quando a cabina se encontra a servir o piso mais elevado do edifício, o seu contrapeso encontra-se ao nível do piso mais baixo do poço. Aos cabos que fazem esta ligação chamam-se cabos de suspensão.
Os cabos de aço têm tendência a crescer alguns centímetros nos primeiros meses após a sua instalação. É admissível entre 1 a 1,5 cm por cada 5 metros de cabo, o que equivale a mais ou menos a mesma coisa por piso do edifício. Esse “acamar” dos cabos deve-se a factores físicos que em nada correspondem à perca de qualidade dos mesmos, e por isso não existe qualquer perigo para a segurança do elevador. No entanto, como a legislação de fabrico de elevadores prevê que quando a cabina se encontra no piso mais alto, o contrapeso deve manter uma determinada folga entre a sua posição e os amortecedores que servem de batente de recurso na sua base, o referido crescimento dos cabos irá fazer com que essa medida deixe de ser verificada e como tal o elevador passa a estar em desconformidade com a lei.
A maior parte dos fabricantes, para evitar o encurtamento de cabos nos meses seguintes à montagem, colocam um dispositivo amovível (tipo um calço) que permite fazer a correcção da dita medida de segurança sem ter de se soltar os cabos de suspensão e voltar a fazer a sua amarração.
Mas essa operação só pode ser feita até ao limite do calço existente, e muitas vezes isso é insuficiente para se conseguir manter o padrão de segurança.
Se esta operação não for realizada pode-se chegar ao ponto da cabina não conseguir chegar ao piso mais alto do edifício, dado que o contrapeso assenta nos amortecedores impedindo a cabina de continuar a subir.
Os cabos de aço dos elevadores são, na sua maioria, de boa qualidade e durabilidade, mas devem ser sujeitos a rigorosas medidas de inspecção.
Não porque a cabina possa cair, porque a resistência dos cabos é enorme em relação ao esforço a que estão sujeitos e a queda da cabina está protegida pela acção do pára-quedas, mas por diversas consequências que a sua deterioração pode acarretar. E algumas graves.
A primeira é que ao longo da sua utilização os cabos tendem a perder espessura por esticamento. Crescem e ficam mais finos. Ao princípio a única coisa que se tem de fazer é proceder ao seu encurtamento, mas, mais para a frente, quando começam a ficar demasiado finos penetram em demasia nos gornes da roda de tracção e acabam por a destruir. Aí o problema é muito maior e o orçamento também.
Nos casos limites que um cabo está tão deteriorado que podem acabar por partir ou se soltar, o maior perigo à segurança do utilizador está quando a rotura se dá mais próxima do contrapeso e o cabo, com todo o seu peso de dezenas de quilos, se despenha sobre o tecto da cabina. Na maior parte das vezes o tecto da cabina não aguenta o impacto e os passageiros acabam por sofrer ferimentos que podem ser graves.
Outra das consequências que pode acontecer nestes casos, mas essa com um fim previsivelmente catastrófico, verifica-se quando o cabo que se soltou se “prende” em alguma estrutura fixa dentro do poço do elevador ou em órgãos móveis do mesmo ou doutro elevador (no caso de existirem dois elevadores dentro do mesmo poço). A história regista diversos acidentes muito violentos provocados em cenários deste tipo, sendo os que têm piores consequências para os passageiros aqueles que terminam com o esmagamento parcial ou total da cabina.
Apesar de tentar utilizar uma linguagem pouco técnica quando escrevo estes pequenos artigos, por vezes as pessoas queixam-se de ficarem com algumas dúvidas. Como sempre não tente retirar destes textos soluções para os seus problemas específicos. Cada caso é um caso, e se tiver duvidas consulte a HAPE.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O que se diz por aí em matéria de elevadores!?

Tenho consumido algumas horas do meu tempo a ler o que se escreve a respeito de elevadores nos fóruns e outros tipos de sites existentes na internet.
Por um lado fico admirado pela quantidade de opiniões pouco fundamentadas que são expressas com a maior das convicções e ignorância. Por outro lado convenço-me da importância que uma empresa como a HAPE pode ter na clarificação deste mercado.
Noto que a abertura de cada discussão, ou o expressar de uma opinião inicial, resulta por norma de uma situação de confronto entre o proprietário e a empresa fornecedora do serviço (quase sempre a EMA).
Também noto que existem algumas ideias firmes que estão bem enraizadas na cabeça dos comentadores. Que “eles” (os fornecedores dos serviços) são todos desonestos, gananciosos e trabalham em compradio, que os contratos estão todos truncados para prejudicar os clientes, que têm a seu favor todos os grandes advogados para poderem tramar os clientes em caso de litígio, que actuam tecnicamente de forma a prejudicar o cliente e de forma negligente.
Mas alguém que analise um destes litígios com a cabeça fria poderia imaginar o interesse de qualquer empresa em actuar contra o seu cliente? Que benefício traria tal atitude a essa empresa?
Por partes.
Haverá muitas outras actividades em que a relação entre o prestador do serviço e o cliente esteja regulamentada em termos de Decreto-Lei? Os tipos de contrato assinados entre a EMA e o cliente são perfeitamente identificados, afixados no interior da cabina, e inspeccionados pelas entidades competentes. Conhecem muitos mais casos deste tipo?
Também a actividade, a inerência das partes, e as responsabilidades civis e criminais, estão regulamentadas por lei. Sabe-se qual é o papel de cada parte no processo e até onde vão as funções do prestador de serviços. Poderá ser mais fácil entender quem se desviou do contrato do que numa actividade com esta regulamentação?
Falamos num sector altamente competitivo, em que a facilidade de se criar uma EMA é muito grande e em que algumas delas são actividades de “vão de escada”. Isso obriga as EMA a tentarem manter um elevado grau de satisfação do cliente para não perderem mercado. Se há actividade pouco monopolista, com certeza esta é uma delas. Haverá maior protecção ao interesse do cliente do que um sector com uma oferta tão vasta de prestadores de serviços?
É um sector em que existe um grande número de empresas com certificações de qualidade, códigos de conduta rigorosos, comités de ética, auditorias de segurança, consulta de satisfação do cliente, processamento de reclamações, etc., etc. Não será que o cliente deve tentar tirar partido destas situações quando faz a opção por quem lhe vai fazer a prestação do serviço?
Algumas das discussões que vi nesses fóruns são quase surrealistas. Uma delas centrava-se em torno da legitimidade ou não de uma EMA retirar material de um elevador em que o cliente não lhe paga. O curioso é que toda a discussão se debruçava sobre a legitimidade da questão, sem nunca abordar a vertente ética. Então um fornecedor substitui um componente que está avariado por outro novo, o equipamento fica a trabalhar, o cliente não lhe paga, e ele não pode voltar a retirar o material aplicado e tornar a aplicar o material estragado, parando por consequência o equipamento? Claro que pode. Eticamente a sua posição é correcta, e eticamente o cliente deverá aceitar isso com humildade e um pedido de desculpa.
A minha experiência profissional de uma década ao serviço de uma multinacional do sector, e com grande conhecimento do que se passa nas outras grandes empresas, faz-me poder garantir que nunca vi grandes escritórios de advogados, ou profissionais de renome no mercado, a defenderem as situações de litígio dessas empresas com os seus clientes. Primeiro a maior parte dos conflitos que eram decididos na barra do tribunal eram processos movidos pelas EMA contra os seus clientes e não o contrário, e em segundo esses processos eram tratados pelos gabinetes jurídicos das próprias EMA que eram compostos por advogados, especialistas sim, perfeitamente normais. E venciam a grande maioria das situações.
Como o escrito vai longo parece-me que até será oportuno voltar a abordar esta temática noutra ocasião. Sei estar a entrar no campo onde a HAPE mais pode intervir comercialmente, e isso faz com que eu deixe bem clara a minha posição sobre estas matérias.
Aliás penso que grande parte dos conflitos existentes poderiam ter sido resolvidos por antecipação com a intervenção de uma empresa como a HAPE. Porque não nos consulta antes de se comprometer com um contrato que não domina completamente? Possivelmente essa era a melhor opção para si.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mudanças de óleos nas máquinas dos elevadores eléctricos.

A mudança de óleo nas máquinas dos elevadores eléctricos é uma das situações mais polémicas da relação entre o proprietário do elevador e da EMA que lhe dá assistência técnica.
Se voltarmos ao velho comparativo entre os elevadores e os automóveis qualquer leigo entende que ao fim de x quilómetros o óleo do carro tem de ser mudado. E também compreende que se não o fizer problemas graves podem acontecer ao motor.
No caso das máquinas dos elevadores o proprietário está muito menos sensível a esta manutenção, e compreende mal que tal acção deva ser efectuada no seu equipamento.
Penso que isto se deve ao facto de muito poucos elevadores terem registo do número de manobras efectuadas, e por isso ser sempre subjectivo se o óleo ainda está em bom estado ou não no momento em que se faz a sua substituição.
Entra nesta fase a indicação do fabricante dos óleos que quando os fornece dá indicação que apenas garante as suas qualidades durante um período que normalmente é de 2 anos, afirmando que depois dessa data não assume responsabilidade sobre problemas que possam decorrer nas máquinas em que o mesmo está a ser usado.
Neste cenário a EMA junta o útil ao agradável. Se por um lado deseja que a mudança do óleo seja feita dentro dum prazo aproximado à validade do mesmo, a perspectiva de vir a facturar mais alguma coisa com isso ainda melhora a situação.
Para o dono do elevador existe o dilema de tentar ter o elevador em boas condições, e saber que algumas mudanças vão incidir sobre óleos que ainda estão em perfeitas condições de operacionalidade.
Uma questão que o dono do elevador deve colocar à EMA é de quanto em quanto tempo essa empresa faz as mudanças de óleos em máquinas, semelhantes à sua, que estejam em regime de manutenção completa. E pedir para ver comprovativos desses factos.
Em seguida tentar, mediante o número médio de manobras a que o elevador está sujeito, estabelecer com a EMA uma periodicidade para a mudança do óleo. Dois em dois anos é um bom ponto de partida para máquinas em utilização normal e que não tenham problemas de aquecimento ou fugas.
Estabelecidas essas regras a relação com a EMA vai-se tornar mais salutar e a vida do seu elevador vai estar a ser prolongada.
Não se esqueça de quando lhe propuserem a substituição do óleo, que lhe incluam, pelo menos, a substituição (ou limpeza) do visor, e a lavagem do cárter da máquina. Desta forma o trabalho fica realizado com muita mais qualidade.
Como em tudo, cada caso é um caso. Se necessitar de apoio consulte a HAPE.